Três mulheres da comunidade são chamadas a depor diante de um tribunal. Cada uma delas carrega sua própria versão dos fatos sobre a vida de Maria Flor — mulher trans, mãe e protagonista dessa história — que enfrenta um processo judicial para conquistar o direito de permanecer com a guarda do filho.
Entre acusações veladas, preconceitos explícitos e memórias do passado, o julgamento deixa de ser apenas jurídico e passa a ser moral. A maternidade de Maria Flor é colocada à prova não apenas por argumentos legais, mas por discursos atravessados por intolerância, medo e desinformação.
À medida que os depoimentos se desenrolam, revelam-se contradições, afetos ocultos e interesses pessoais. O filho, no centro da disputa, torna-se símbolo de algo maior: o direito de existir com dignidade.
O tribunal transforma-se em palco de confronto entre tradição e identidade, entre aparência e verdade. No desfecho, mais do que decidir sobre a guarda de uma criança, a peça questiona quem realmente precisa de redenção — a mãe julgada ou a sociedade que insiste em negar humanidade a quem foge às normas.
| Número de páginas | 102 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.