Há pessoas que atravessam a cidade todos os dias sem realmente chegar a lugar nenhum.
No caminho de volta do trabalho, um homem começa a notar uma mulher parada sempre na mesma esquina da rua de baixo. Ela repete os mesmos gestos todos os dias — espera, atravessa a avenida, desaparece no fluxo da cidade — como se seguisse um padrão invisível.
No início, é apenas curiosidade.
Depois, a repetição começa a se deslocar.
Ele passa a perceber que certos comportamentos dela começam a surgir nele também. Pequenos gestos que não deveriam ser seus. Caminhar mais devagar sem motivo. Sentir atrasos em acontecimentos que nunca foram marcados. A estranha impressão de que o corpo reage antes da própria intenção.
Enquanto a cidade segue seu funcionamento indiferente, o homem começa a viver falhas de continuidade nos próprios dias — como se sua rotina estivesse sendo contaminada por algo que ele não compreende.
E a mulher da rua de baixo parece já ter atravessado esse processo muito antes dele.
Mas nem toda repetição precisa de explicação para continuar existindo.
A mulher da rua de baixo é um romance psicológico sobre percepção, rotina e a lenta perda de controle sobre aquilo que chamamos de identidade.
| Número de páginas | 136 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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