Samuel Dos Santos convida o leitor a desconstruir a crença de que a oração
é uma ferramenta de barganha ou um protocolo de solicitações. Ao narrar o
seu próprio percurso de crises e silêncios prolongados, o autor demonstra
que a distância entre o ser humano e o divino não é geográfica, mas uma
ilusão mantida pelo acúmulo de nossas certezas e pela pressa cotidiana. Estas
páginas oferecem uma lente prática para transformar momentos de dor e
incerteza em um diálogo ininterrupto e sustentável. Ao abandonar a postura
de espectador, o leitor é conduzido a integrar a espiritualidade no centro da
sua rotina, do trabalho às decisões mais íntimas. O texto não se esconde atrás
de teorias abstratas, preferindo a honestidade radical diante das rupturas e o
reconhecimento de que a presença constante é a resposta que supera qualquer
demanda específica. Através de um olhar atento sobre a fragilidade humana
e a persistência da fé, a obra revela como converter a oração no estado de
prontidão necessário para atravessar tempestades sem ser consumido por
elas, tornando a vida real e habitada pela sabedoria que não depende de
cenários perfeitos.
| Número de páginas | 132 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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