O que acontece quando a eficiência técnica de uma mulher negra confronta o privilégio histórico do homem branco?
Durante treze anos, Elena foi parte fundamental de uma renomada instituição de ensino com gestão horizontal. Atrás de sua mesa no setor administrativo, atuando ao lado de uma equipe dedicada, ela coordenava o orçamento, gerenciava crises e buscava caminhos para contornar a escassez crônica de recursos. O bom andamento do cotidiano dependia desse esforço conjunto: uma engrenagem em que o setor administrativo e de captação operavam como amortecedores, articulando soluções nos bastidores para garantir que as demandas práticas chegassem resolvidas às salas de aula.
Mas bastou uma lufada de realidade técnica — um limite verbal firme diante de uma provocação egocêntrica de um colega docente — para que a máscara da horizontalidade caísse.
Em uma reação cirúrgica e punitiva, o ego ferido do privilégio branco acionou uma engenharia perversa nas sombras. Movidos pela pressa irresponsável e pela falta de letramento racial, um grupo de professores bem-intencionados utilizou inteligência artificial para moldar uma calúnia burocrática, transformando a legítima defesa de Elena em um crime institucional. O veredito da estrutura foi imediato: para salvar a paz corporativa e o conforto emocional da branquitude, cobrou-se da mulher negra a submissão e o silêncio obsequioso.
Mais do que o relato de uma injustiça, esta obra é uma escrevivência corajosa e cortante. Escrito no calor dos
| Número de páginas | 122 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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