Num espaço que oscila entre o real e o delírio, um filho senta-se frente ao pai falecido — ou será o contrário?
Entre cigarros fumados com raiva, silêncios que cortam como navalhas e palavras que ferem mais do que curam, desenrola-se um reencontro impossível, carregado de rancor, amor mal digerido e memórias adulteradas pelo tempo.
Através de um diálogo visceral, irónico e por vezes cruel, este texto desmonta o mito da redenção pós-morte e propõe uma reflexão desconcertante: “E se os mortos voltassem apenas para fumar um último cigarro?”
Mais do que uma conversa com um fantasma, esta obra é uma dissecação brutal das relações familiares, da morte, da ausência e da identidade.
O leitor é arrastado para uma sala onde o espaço encolhe, os tubarões nas paredes ganham forma, e onde o maior medo talvez não seja a morte — mas sim o regresso dos que deixámos ir.
| Número de páginas | 88 |
| Edição | 1 (2027) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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