Aos cinquenta e um anos, descobri que o tempo tem uma maneira curiosa de guardar as coisas. Esqueço o que fiz numa terça-feira qualquer, mas ainda consigo ouvir minha mãe me chamando no portão. Consigo enxergar a rua de terra do Imirim, sentir a expectativa de uma corrida de carrinho de rolimã e reconhecer, numa música antiga, a voz de um amigo que não vejo há muito tempo.
| Número de páginas | 24 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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