Por que Curuçá, cidade do litoral paraense conhecida pelo carimbó e pelo Festival do Folclore Curuçaense, guarda uma data de fundação que a documentação histórica não consegue comprovar com precisão? Este estudo conduz o leitor pelas matas, rios, manguezais e praias do Salgado Paraense para reconstituir a formação de Curuçá não como um acontecimento isolado, mas como um longo processo de encontros, conflitos e permanências entre povos tupinambás, missionários jesuítas, colonos luso-brasileiros e autoridades coloniais. Entre cartas régias, crônicas jesuíticas, correspondências de governadores, leis, decretos e narrativas locais, o estudo examina as motivações econômicas da ocupação, o descimento dos indígenas, a atuação da Companhia de Jesus entre 1653 e 1757 e a transformação da antiga fazenda em Vila Nova d’El-Rei, em 1757. O livro também desvenda o enigma do dia 4 de outubro: por que essa data, oficializada como marco da fundação municipal apenas em 1978, tornou-se símbolo da identidade curuçaense? Resultado de uma investigação rigorosa e sensível às vozes silenciadas das fontes, A Fundação de Curuçá convida o leitor a repensar como as cidades amazônicas foram formadas — e como suas memórias são construídas, celebradas e reinterpretadas ao longo do tempo.
| ISBN | 9786502466704 |
| Número de páginas | 156 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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