Rafael Mendes aprendeu cedo que o mundo se divide entre quem segura o cinto e quem leva a chicotada. Filho de um pai de mão pesada e de uma mãe que só sabia amar, ele cresceu observando, calculando e sentindo quase nada. Na adolescência, o bullying na escola virou a primeira lição prática: a paciência é uma arma. O prazer, descobriu depois, vinha misturado com o controle absoluto sobre a vida — e a morte — dos outros.
Ao longo dos anos, Rafael aperfeiçoou um método. Escolhia mulheres com vazios fáceis de preencher, as fazia se sentirem vistas, desejadas, seguras. E, quando a confiança chegava ao auge, apagava-as. Oito, nove, dez corpos depois, o ritual já era rotina. Até o dia em que esbarrou em Clara Vasconcelos numa livraria de Goiânia.
Clara era doce, meiga, do tipo que lia poesia quando o mundo ficava barulhento demais. Assistente social, voz baixa, sorriso torto. Para Rafael, ela deveria ser apenas mais um nome na lista. A mais demorada. A mais saborosa. Mas algo nela atravessou o cálculo. Pela primeira vez, o monstro hesitou.
O que começa como sedução calculada se transforma numa dança perigosa entre o desejo de matar e um sentimento que Rafael jurava não possuir. Quando a corda finalmente aparece, o jogo muda de figura — e os dois terão de decidir se é possível viver de mãos dadas com o abismo.
Sombrio, cru e intensamente humano, De mãos dadas com um psicopata é um romance de crime e obsessão sobre a linha tênue entre o horror e a redenção impossível.
| Número de páginas | 51 |
| Edição | 1 (2024) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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