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José Ferreira

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No cume da ladeira esta a tapera que lhe amparou.
Quando entrar pela porta pequena com palhas entrelaçadas, a direita estará o berço coberto com uma esteira.
É um estrado amparado por quatro forquilhas fincadas no chão.

Se olhar para o lado esquerdo, mais uma porta mostra o seio do patriarca.
Poucos passos a frente encontrarão um giral. Nele estão, copos, pratos, talheres e panelas, para preparar o alimento dos filhos e do casal.

Ligeiramente a esquerda mais uma portinha estreita, saindo por ela verá dois pés de ouricuri enfeitando o quintal.
Ligando um ao outro tem uma vara usada para pendurar a caça trazida pelo patriarca caçador.

Se tornar mais uns passos estará ao lado da mais bela planta que ele com apenas cinco anos se encorajou a cultivar.

A planta traz sustento e produz sombra. Suas folhas mostram as marcas do esforço para resistir ao sol incessante, e não desapontar aquele que a plantou.

À fonte vai a princesa com sua rude beleza buscar a água de beber, na água tem folhas que simulando ferrolho impedem a água de escapar da vasilha, essa... apoiada por uma rodilha, para não desequilibrar.

Chega a tarde e o sol causticante deixa o cenário para o singelo brilho da lua minguante.
Sentado em seu berço improvisado ele olha a borra no pavio do candeeiro. Logo a luz se apagará, mais uma vez ele adormece à voz de grilos a criquilar.

Um dia ele conhecerá o desconhecido.
Poderá brilhar um pouco mais que a chama cansada que observa.
Se isso acontecer, será dono de lembranças apenas, esse seu reino esquecido, não mais existirá.
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