Desde a infância, muitos de nós crescemos ouvindo palavras que pareciam verdades absolutas. Crescemos em meio a missas, rezas e imagens que nos ensinaram que a fé cristã dependia de hierarquias humanas, intermediários e tradições sagradas. Passamos tanto tempo ouvindo conceitos vindos de alguns púlpitos, de livros e de sermões cuidadosamente transmitidos, que acabamos internalizando ideias como se fossem a própria Palavra de Deus. O problema surge quando essa internalização cega nos impede de questionar, de refletir e de confrontar a tradição com a Escritura. Muitas vezes, aceitamos práticas que, sob análise rigorosa, revelam incoerências e contradições, sem perceber que a verdadeira fé deveria sempre retornar ao texto inspirado.
A Igreja Católica Romana construiu um sistema complexo de autoridade que se apoia em três pilares: Escritura, Tradição e Magistério. À primeira vista, essa tríade pode parecer equilibrada, mas o problema é que, na prática, a autoridade das Escrituras é frequentemente subordinada à tradição e ao magistério. Quando surge uma discrepância, não são os textos sagrados que determinam a doutrina, mas sim o juízo humano institucionalizado. A tradição dos homens e o magistério da igreja acabam substituindo a Palavra de Deus, e o crente é levado a crer que o que está escrito nos cânones é apenas um elemento entre outros, sem supremacia.
| Número de páginas | 138 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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