Trinta contos. Um para cada noite do mês.
No primeiro, o medo está do outro lado do mundo — numa aldeia que você não sabe pronunciar, numa língua que não é a sua. É fácil fechar o livro e dormir.
Na décima noite, ele já atravessou o oceano.
Na vigésima, fala português.
Você vai reparar que os contos ficam mais compridos. Que o escuro fica mais perto. Que as coisas que aconteciam com gente distante começam a acontecer com gente que se parece com você, em lugares que se parecem com os seus.
Uma velha na taiga que cobra um preço que ninguém entende antes de pagar. Uma procissão nos Alpes onde a multidão vira o rosto ao mesmo tempo.
Um pai num fiorde esperando para saber se a morte traz o ancinho ou a vassoura. Uma mãe num canal do México que reconhece o próprio futuro no rosto do que veio buscá-la. Um assobio no llano que fica mais fraco conforme se aproxima. Uma faxineira numa escola do interior paulista que é a única pessoa do prédio capaz de enxergar quem está ali.
E então chega o dia 30. E não há mais oceano nenhum entre você e a história.
Leia um por noite. É assim que foi feito.
Só não deixe para ler o último com a casa vazia.
Uma antologia de horror que atravessa o Japão, a Tailândia, Gana, Zanzibar, o Iêmen, a Polônia, a Rússia, a Noruega, a Inglaterra, os Estados Unidos, o México, a Venezuela, a Argentina — e termina no Brasil, numa rua com padaria na esquina.
Sem sustos baratos. O que assusta aqui é o que não se mostra.
| ISBN | 9786502237441 |
| Número de páginas | 153 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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