Prefácio
Durante muito tempo, nos definimos pelo que somos juntos. Pelas mãos dadas, pelas histórias divididas, pelos caminhos que pareciam ser um só. O "nós" foi nosso abrigo, nossa força, nosso modo de ver o mundo — mas também, por vezes, o lugar onde partes de nós se esconderam, se adaptaram ou se perderam para caber no outro.
Este livro conta a história de quem aprendeu a desatar esses laços sem perder a ternura: ao acompanhar o fim de uma convivência que parecia eterna, percebemos que o que chamávamos de "nós" escondia, na verdade, dois caminhos que precisavam ser percorridos sozinhos. Nas páginas, você vai encontrar memórias de dias compartilhados, a dor do desapego, mas também a surpresa de descobrir que, ao soltar as amarras, não se perde — se encontra. É o relato de como cada despedida pode ser, na verdade, um convite para finalmente se conhecer profundamente.
Aqui, "terminar os nós" não é romper com o que foi bom, nem apagar a história construída. É aprender a desatar com carinho, sem mágoa, sem peso. É entender que os laços verdadeiros não exigem que deixemos de existir como indivíduos. E quando cada um encontra o seu próprio "eu", é possível seguir com gratidão para novos caminhos.
"Eu viro a página não porque a história acabou, mas porque chegou a hora de escrever um novo capítulo... onde eu sou o protagonista da minha própria vida."
| Número de páginas | 23 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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