A obesidade nem sempre responde às intervenções terapêuticas como previsto. Dietas, exercícios, medicamentos e até procedimentos cirúrgicos podem produzir resultados limitados ou transitórios, revelando um fenômeno clínico frequentemente negligenciado: o corpo que não responde. Esta obra explora a obesidade refratária como expressão de sistemas biológicos complexos que defendem o peso corporal e resistem à modificação metabólica, mesmo diante de tratamento adequado.
Integrando fisiologia, clínica e reflexão ética, o livro analisa os mecanismos adaptativos envolvidos na regulação energética, a heterogeneidade das respostas terapêuticas e o impacto das comorbidades e fatores ambientais. Ao mesmo tempo, propõe uma mudança de paradigma: quando a perda ponderal significativa não ocorre, o cuidado não se encerra. Estabilização do peso, redução de riscos metabólicos, melhora funcional e acompanhamento prolongado tornam-se objetivos clínicos legítimos.
Destinado a profissionais da saúde e leitores interessados na complexidade da medicina contemporânea, o texto oferece critérios para decisões mais proporcionais, realistas e sustentadas ao longo do tempo. Mais do que um livro sobre obesidade, trata-se de uma reflexão sobre os limites biológicos da intervenção médica e sobre a maturidade necessária para cuidar quando o desfecho ideal não é alcançado.
| Número de páginas | 240 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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