O Tempo que Restou é um romance sobre aquilo que permanece quando quase tudo já foi dito — e sobre o que ainda pode existir quando já não há tempo para recomeçar.
A partir da relação contida entre pai e filho, a narrativa acompanha um período de convivência forçada pela doença, pelo cuidado e pela espera. Não há grandes revelações, nem reconciliações espetaculares. O que se constrói é feito de silêncios, gestos mínimos, rotinas hospitalares e da consciência progressiva da fragilidade do corpo e do tempo.
Com uma escrita precisa, econômica e profundamente humana, o livro investiga temas como presença, responsabilidade tardia, limites do afeto e a dificuldade de nomear aquilo que realmente importa. O silêncio não aparece como ausência, mas como linguagem possível quando as palavras já não dão conta.
Este é um romance para leitores que não buscam respostas prontas, mas que reconhecem a força dos intervalos, das pausas e do que permanece suspenso. Uma história sobre estar — mesmo quando já não há garantias, explicações ou promessas.
| Número de páginas | 110 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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