Este livro nasce de uma recusa silenciosa: a recusa de aceitar que toda explicação do mundo seja também sua absolvição.
Partindo da intuição gnóstica de que o mundo pode funcionar sem coincidir com a origem, o autor não retoma o gnosticismo como curiosidade histórica ou sistema alternativo de crenças, mas como hipótese ontológica viva.
A pergunta que atravessa todo o percurso é simples e devastadora: e se o sofrimento não fosse apenas algo a ser redimido, educado ou superado, mas o sintoma de uma fratura mais profunda entre consciência e mundo?
Ao longo do livro, conceitos centrais como Deus, Fonte, Sophia, Demiurgo, Jesus, Paulo, causalidade, amor e sentido são revisitados sem concessões reconciliadoras. Capítulos conceituais se alternam com diálogos literários nos quais Jesus, Paulo e Sofia não representam personagens históricos, mas posições existenciais inconciliáveis diante do mesmo problema: salvar o mundo, explicá-lo — ou recusar-se a legitimá-lo.
Em diálogo crítico com o cristianismo paulino e o espiritismo, a obra sustenta uma suspeita incômoda: até que ponto nossas narrativas de sentido despertam a consciência — e até que ponto apenas tornam o mundo suportável?
Este não é um livro de respostas prontas, nem de conforto espiritual. É um percurso que conduz o leitor até o ponto em que a palavra já não basta, onde a explicação se esgota e a vigilância começa. Um livro que não promete síntese nem salvação.
| ISBN | 9786501927503 |
| Número de páginas | 205 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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