Em um futuro próximo, a sociedade reorganiza suas estruturas de poder em nome do cuidado, da sensibilidade e do banimento da violência. O Estado passa a gerir emoções e afetos, substituindo a repressão por políticas de reeducação cultural masculina, monitoramento psicológico e reassentamentos discretos em centros que jamais se assumem como punição. Neles, são enviados os homens considerados mais resistentes. O cotidiano torna-se o principal campo de controle, e a conformidade, frequentemente encenada, passa a ser confundida com consenso.
Nesse novo regime, homens não são condenados: são acompanhados. A cultura dominante exige reformas íntimas sinceras, nem sempre possíveis. Aprender a falar, rever formas de pensar e adaptar-se ao novo cenário torna-se condição diária de sobrevivência.
É nesse contexto que surge G1, antigo comandante de uma resistência frustrada, que compreende, por meio da leitura e da reflexão, que o poder já não se exerce pela força física, mas pela linguagem. Ele abandona o confronto direto e se infiltra nos espaços do discurso, funda uma ONG, aprende a falar a língua da nova ordem e passa a disputar, de dentro, os significados que sustentam o sistema político, não como inimigo declarado, mas como intérprete incômodo, adversário silencioso e oportunista estratégico.
O Estado Sensível é uma distopia política que interroga a própria mecânica do poder. Um romance que propõe uma pergunta mais inquietante: como o poder se perpetua mesmo mudando de rosto?
| ISBN | 9786501926384 |
| Número de páginas | 96 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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