No Pau Miúdo, em Zenda, o tempo não avança em linha reta. Ele gira. Ao som do berimbau, durante a celebração dos cem anos de Besouro Mangangá, um sinal rompe a lógica do acaso. Um besouro preto atravessa a roda de capoeira e transforma o ritual em presságio. Para Tonho Matéria, cantor, mestre e guardião de uma linhagem ancestral, aquele instante não é folclore. É um chamado.
Dividido entre palcos internacionais com o Olodum e o chão de terra onde a capoeira nasceu, Tonho compreende que a mandinga não pode permanecer apenas como memória ou espetáculo. Ela precisa ser traduzida em ação. Ao lado de Joelma, força estratégica e organizadora, ele amplia a ginga para além da roda que pulsa, atravessando fronteiras simbólicas em matizes geográficas, enquanto mestres lendários debatem o futuro da capoeira em encontros internacionais.
Paralelamente, na periferia de Zenda, uma estrutura silenciosa começa a se erguer. Nasce o Grupo Mangangá, uma ONG que converte arte em proteção social, cultura em instrumento de permanência e disciplina ancestral em horizonte para crianças expostas à violência urbana.
Mangangá não é uma biografia nem um livro institucional. É uma narrativa literária sobre formação, pertencimento e responsabilidade histórica, onde mito e gestão cultural caminham juntos. O legado de Besouro deixa de ser apenas combate físico para tornar-se pedagogia, estratégia e possibilidade concreta de transformação.
Com linguagem pulsante, esclarecida e olhar contemporâneo, o livro r
| ISBN | 9786501935263 |
| Número de páginas | 101 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.