Aos 97 anos, Thomas Whitfield nunca contou a história inteira.
Por quase oitenta anos ele guardou o silêncio, escondendo atrás de uma vida comum — uma fazenda, uma esposa amada, filhos, netos — o peso de uma manhã na França que mudou tudo o que ele um dia acreditou sobre Deus, sobre guerra, e sobre quem merece viver.
Em 1917, Tom era só mais um fazendeiro do interior do Missouri, criado para mirar no que se mexe e confiar na Bíblia que a mãe colocou em suas mãos antes de embarcar. A Primeira Guerra Mundial prometia glória. Entregou lama, gás mostarda, e a morte de cada amigo que partiu com ele naquele trem — um por um, até sobrar só ele.
E então, numa trincheira enevoada da França, Tom aponta o rifle para um soldado alemão rendido. Um rapaz jovem. Assustado. Com uma cruz pendurada no peito — idêntica à que a própria mãe de Tom havia lhe dado.
Se os dois oram ao mesmo Deus, o que exatamente os torna inimigos?
A decisão que Tom toma naquele instante vai persegui-lo — e salvá-lo — de formas que ele levará uma vida inteira para entender. E décadas depois, diante da congregação inteira da pequena igreja de Millbrook, um homem de 97 anos finalmente encontra coragem para contar o resto.
Inimigos do Mesmo Deus é um romance de ficção histórica cristã ambientado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial — uma história sobre fé testada no limite, sobre a linha impossivelmente fina entre inimigo e irmão, e sobre a verdade desconfortável de que, em ambos os lados de toda guerra que
| Número de páginas | 202 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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