Há algo profundamente errado no modo como temos aprendido a lidar com a glória. Fomos ensinados, mesmo que de forma sutil, a desejá-la. E quando a religião se misturou com a ambição humana, o altar se tornou palco e o púlpito, vitrine. Em nome de Deus, muitos têm se glorificado a si mesmos. Em nome do evangelho, muitos têm exaltado aquilo que o evangelho veio crucificar. O homem moderno, travestido de piedade, repete a velha história do Éden: querer ser como Deus. Só que agora com Bíblia na mão, voz treinada e discurso ungido. Mas o veneno é o mesmo — gloriar-se onde só Deus deve ser glorificado.
Esta obra nasce como uma convocação ao retorno. Não ao saudosismo de formas antigas, mas à essência perdida: gloriar-se apenas no Senhor. Porque, no fundo, toda teologia verdadeira começa onde o homem termina. Quando a criatura tenta dividir o brilho com o Criador, a luz se torna treva, e a fé se converte em idolatria. Não há heresia mais sutil que a da vaidade espiritual. Ela canta hinos, prega sermões, faz obras, mas tudo para ser vista. E quando o coração se torna o público do próprio louvor, Deus deixa de ser o centro — e tudo se torna religião sem cruz.
Vivemos um tempo em que gloriar-se em Deus soa estranho. Fala-se em gloriar-se na performance, no ministério, no número de seguidores, nas conquistas “espirituais”. Há pastores que medem a fidelidade de Deus pelo tamanho de suas plataformas. Há cristãos que se alegram mais com a visibilidade do que com a santidade.
| Número de páginas | 140 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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