Por que a teologia de Paulo de Tarso se tornou hegemônica no cristianismo, enquanto a mensagem de Jesus foi sendo, pouco a pouco, deslocada para segundo plano? Partindo dessa provocação central, este livro propõe uma leitura crítica das origens do cristianismo e das tensões teológicas, éticas e eclesiais entre Jesus de Nazaré e o apóstolo Paulo, evidenciando como ambos representaram projetos distintos na formação da fé cristã.
A obra percorre temas decisivos como graça, fé e obras, a ruptura com o judaísmo, a construção da autoridade apostólica e os impasses relacionados à sexualidade e ao gênero nas epístolas. Ao discutir também o problema da autoria das cartas atribuídas a Paulo, o livro demonstra como a centralidade paulina moldou a doutrina cristã e contribuiu para a consolidação de práticas, discursos e estruturas que, em diversos momentos, se afastam do horizonte ético presente nos evangelhos.
Ao final, o livro propõe uma teologia antipaulina como gesto crítico e necessário: não para negar Paulo, mas para recolocar Jesus no centro de um cristianismo que, ao longo da história, parece tê-lo deslocado. Questionando dogmas, autoridades e leituras consolidadas das Escrituras, a obra provoca o leitor a repensar a fé cristã desde suas origens. Um livro incômodo, instigante e atual — ideal para quem não teme rever certezas e enfrentar as tensões que moldaram o cristianismo.
| ISBN | 978-65-266-6082-9 |
| Número de páginas | 135 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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