O presente trabalho analisa e problematiza as proposições, referente à educação, trazidas pelo
periódico eugenista Boletim de eugenia (1929-1933). Visando compreender qual era a
importância, função e as características de uma educação ideal para o movimento eugenista
brasileiro, a pesquisa buscou compreender como esses discursos, que perpetuavam o racismo
científico, subjetivavam a população das primeiras décadas do século XX, influíram nas decisões
de Estado, além de verificar as suas permanências na sociedade brasileira contemporânea.
Realizando-se uma pesquisa documental, foram analisados os 42 exemplares do periódico
eugenista que circularam de 1929 a 1933, marcos legais (como as Constituições federais de 1934
e 1937), além de jornais e publicações que circulavam à época. A análise do documento
eugenista deve-se a sua importância como uma das principais ferramentas de divulgação dos
ditames eugênicos e a sua propagação entre as elites econômica, política e intelectual do país. A
eugenia foi uma teoria social, com fortes conotações raciais, criada e desenvolvida pelo
antropólogo inglês Francis Galton (1822-1911). No Brasil, recebeu inúmeras interpretações,
sendo inicialmente atrelada ao movimento sanitarista-higienista tão em voga na época e
posteriormente recebendo contornos mais deterministas.
| ISBN | 9798258065100 |
| Número de páginas | 178 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Argolado |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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