Escrever sempre foi mais do que organizar palavras. É tocar o outro sem encostar. É alterar o ritmo cardíaco de alguém que nunca vimos. É provocar uma emoção que não nos pertence, mas que nasce de nós. É, sobretudo, modular estados internos — antecipação, curiosidade, medo, ternura, desejo — como quem acende pequenas luzes em corredores que o leitor desconhecia possuir. A literatura é a única forma de telepatia que a humanidade domina.
Este livro nasce da necessidade de compreender essa interação que ultrapassa a romantização, e toca a bioquímica que é ativada nos leitores. De entender por que algumas histórias nos prendem como se fossem respiração, enquanto outras escorrem pelos olhos sem deixar marca. De investigar por que certos personagens permanecem conosco por anos, enquanto outros desaparecem antes mesmo de virarmos a página. De observar como a dopamina — essa molécula inquieta, curiosa, faminta por novidade — se torna a verdadeira guardiã da página seguinte.
| Número de páginas | 131 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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