Filipe Leclerc tem cinquenta e oito anos. Ele não é um homem amargo e revoltado, isto sim, é um homem triste, de alma solitária. Um homem que amou demais, que perdoou demais, que conseguiu equilibrar o turbilhão mental que assola todos os homens, mesmo tendo sofrido perdas, tristes perdas, mesmo tendo presenciado momentos trágicos e aterradores. Sua grande sorte foi ter sempre ao lado um amigo fidelíssimo, Trevor Blackwell, um americano de coração bondoso, sempre disposto a ajudá-lo nas horas mais turbulentas, nas horas mais desesperadoras da sua vida. Vivendo os dois num país que não os seus, tornaram-se guardião um do outro. Para Filipe, sem seu melhor amigo sua vida teria sido insuportavelmente dolorosa. Trevor se tornou seu irmão mais velho, seu mestre, seu prestimoso conselheiro fiel.
- Pierre, Henriette pode descobrir.
- Só descobrirá se você disser a ela, e você, meu amigo, não fará isso.
- Não sou apenas eu que sei. Os funcionários andam comentando a respeito das suas ausências constantes da Leclerc. Henriette telefona e a sua secretária mente dizendo que estamos em reunião, que você saiu a negócios, que foi almoçar. Ela já nem sabe mais que desculpas dar a Henriette. Escuta o que eu falo, ela vai descobrir, assim como eu acabei descobrindo.
- Tudo bem. Agora chega dessa conversa.
- Seria melhor se você acabasse com isso. Pergunte a si se vale à pena arriscar tudo por nada. Sua reputação, seu bom casamento..."
| ISBN | 978-65-266-7531-1 |
| Número de páginas | 35 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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