O texto traça a evolução da Saúde Coletiva no Brasil, destacando sua construção histórica e os desafios contemporâneos. Inicialmente pautada no modelo biomédico, a disciplina incorporou perspectivas sociais e ambientais, impulsionada por movimentos sanitaristas e intelectuais comprometidos com a saúde como direito. O Movimento da Reforma Sanitária Brasileira emergiu como um ponto de inflexão crucial, catalisando a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990, instituído pela Constituição Federal de 1988, que definiu a saúde como direito universal e responsabilidade do Estado. O SUS, estruturado em princípios de universalidade, integralidade, descentralização e participação comunitária, promoveu avanços significativos na democratização do acesso, especialmente em populações vulneráveis. A gestão descentralizada e a participação social fortaleceram governança e adaptabilidade local. Contudo, persiste o subfinanciamento crônico, a fragmentação dos serviços, e a pressão crescente pela mercantilização do setor, ameaçando a universalidade e integralidade do sistema. Este contexto é agravado por políticas fiscais restritivas e desafios na alocação eficiente dos recursos, que impactam a infraestrutura, recursos humanos e a expansão da atenção primária. A pandemia de COVID-19 evidenciou tanto as fragilidades quanto a resiliência do SUS.
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.18716997
| ISBN | 9786501956749 |
| Número de páginas | 76 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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