Dalin, filha de Exu — homem negro que viveu a falsa liberdade do pós-abolição — aprendeu desde cedo que a corrente mais difícil de quebrar é a da cabeça. Casada com João, criou sete filhos em uma casa simples, mas fez da educação a arma da família. Matriculou todos na escola pública, reaproveitava cadernos e lápis, e ensinava: "O livro ensina caminhos que a pobreza tenta esconder."
Os filhos seguiram no trabalho digno: professora, pedreiro, servente inventor. Amanda, a filha professora, teve Maria Esperança — nome escolhido como promessa. Maria Esperança casou-se com José e gerou Luanda e Joilson.
Aos domingos, a família se reunia ao redor de Dalin, que contava as histórias de Exu: "Quem esquece a própria história aceita qualquer corrente. Vocês são frutos da resistência."
No silêncio atento desses domingos, cresceu Joilson. Numa tarde de chuva, perguntou à bisavó: "E se eu não conseguir?" Dalin respondeu: "Exu não garante chegada, garante caminho. Vá longe, mas nunca esqueça de onde saiu."
Joilson carregaria essas palavras para sempre. Porque na família de Dalin, existir com dignidade nunca foi acidente — foi escolha, geração por geração.
| Número de páginas | 20 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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