Quando a única pessoa que sabe da verdade é você — e ninguém acredita em você.
Capítulo I — O que os insones veem
Eu não deveria ter olhado pela janela.
Essa é a coisa que repito para mim mesma quando o mundo ainda faz sentido, nas raras manhãs em que acordo antes do alarme e me concedo o luxo de acreditar que posso controlar o que entra pelos meus olhos. Mas sou psiquiatra forense há doze anos. Sei que o controle é uma ilusão que o cérebro fabrica para que a gente consiga sair da cama.
Eram 2h17 da madrugada de uma terça-feira sem nome quando vi o que vi.
| Número de páginas | 123 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Argolado |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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