A Medicina do Sofrimento Persistente investiga um território clínico amplamente vivido na prática médica, mas raramente delimitado com precisão: situações em que o diagnóstico é adequado, o tratamento é tecnicamente correto e os protocolos foram aplicados com rigor, mas o sofrimento do paciente permanece. Não como falha da medicina, mas como expressão de um campo clínico específico, no qual a intervenção correta não encerra, por si só, o cuidado.
A obra parte do reconhecimento de que a medicina baseada em evidências constitui o fundamento indispensável de qualquer prática responsável. A ampliação aqui proposta não é ideológica nem alternativa, mas clínica. O livro examina o ponto em que o tratamento cumpre seu papel e, ainda assim, a vida do paciente não se recompõe plenamente, exigindo acompanhamento prolongado, escuta qualificada e presença clínica contínua.
Ao longo dos capítulos, analisa-se como o adoecimento persistente reorganiza o corpo, a experiência subjetiva e a identidade do paciente, e como o acompanhamento passa a integrar o próprio tratamento. Sem psicologizar a doença ou recorrer a discursos paralelos, a obra propõe critérios para sustentar o cuidado quando ele precisa permanecer no tempo.
Destinado a médicos e profissionais da saúde, A Medicina do Sofrimento Persistente oferece fundamentos conceituais para uma prática clínica madura, ética e responsável, em que tratar continua essencial, mas cuidar torna-se decisivo.
| Número de páginas | 218 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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