O que acontece quando um homem comum decide levar a sua própria honestidade a sério dentro de uma máquina desenhada para a corromper?
Álvaro Mendonça, um jovem de origens humildes, acaba de ser aprovado num concurso público. Cheio de ideais românticos e determinado a ser um servidor incorruptível, ele anota as suas promessas de retidão no verso de uma velha conta da luz. Contudo, o Estado não o recebe com propostas indecentes ou subornos milionários, mas sim com o sorriso cordial de colegas cansados e com as portarias impecáveis de diretores que habitam gabinetes perfumados.
Na repartição pública — um microcosmo de estagnação com cheiro a café requentado e papel velho —, Álvaro descobre que a verdadeira imoralidade não quebra a regra; ela escreve a regra. Enquanto o seu colega Henrique contorna a lei por pena e a sua noiva Beatriz encara a sua integridade como uma perigosa falha de "inteligência emocional", o polido Diretor Junqueira desenha "fluxos estratégicos" para legalizar o privilégio dos mais fortes e atrasar a vida dos mais fracos.
Pressionado entre a frieza do carpete institucional e a sabedoria implacável da sua mãe, Dona Dalva, Álvaro terá de decidir o que fazer com os seus princípios. Numa engrenagem que não castiga com gritos, mas com o silêncio e o isolamento, ele tentará contra-atacar, apenas para descobrir a assustadora capacidade que o sistema tem de sacrificar os peões para salvar o rei.
| ISBN | 978-65-266-7182-5 |
| Número de páginas | 158 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 150g |
| Idioma | Português |
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