A Clínica Médica da Complexidade Decisória examina um dos territórios mais exigentes da prática médica: o momento em que exames, protocolos e evidências deixam de convergir e a decisão precisa ser sustentada sem garantias claras de desfecho. Nesses cenários, a medicina é confrontada não pela ausência de conhecimento, mas pela necessidade de assumir responsabilidade integral diante da incerteza.
O livro organiza conceitualmente a decisão clínica quando o cuidado se prolonga, as respostas são ambíguas e o tempo não oferece validação retrospectiva segura. São discutidos os limites da evidência, os riscos do automatismo decisório, a pressão institucional por respostas conclusivas e a importância de uma comunicação ética quando não há promessas possíveis. Decidir, conter, ajustar ou permanecer são apresentados como escolhas carregadas de implicações clínicas e humanas.
Sem se propor como manual técnico ou conjunto de protocolos, a obra delimita uma posição clínica madura, na qual decidir não é um gesto heroico nem um cálculo instrumental, mas um compromisso contínuo com o paciente e com o real clínico disponível. Destinado a médicos e profissionais da saúde que atuam em contextos complexos ou sem fechamento claro, o livro oferece uma reflexão rigorosa sobre responsabilidade, permanência e ética do cuidado.
| Número de páginas | 199 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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