Numa cidadezinha perdida no interior, onde as saias desciam até os pés e os decotes eram guardados como segredos, chegou Zumira: dezoito anos, morena de sol, faceira, de sorriso fácil e corpo que a natureza fez sem recato. Vinda do Rio de Janeiro com os pais e o irmão, herdaram um casarão à beira da estrada e ali abriram uma pousada. Ela era a primeira a receber os hóspedes, a última a sair da porta — e o assunto de todos os cantos. Homens perdiam o fôlego, mulheres apertavam os dentes. Ela brincava, sorria, se aproximava: sem malícia, sem maldade, sem imaginar que a luz que carregava atrairia também a escuridão.
Quando um hóspede confundiu sua doçura com permissão, a vida dela partiu ao meio. Da violência nasceu uma criança. Da perda nasceu a força. Do preconceito nasceu a solidão. E quando parecia que a paz finalmente chegaria, o ódio de quem não conhecia a verdade veio para apagar a flor mais bonita do sertão.
Esta é a história de Zumira: não a mulher levada que muitos inventaram, mas a alma generosa que o mundo não soube cuidar.
| Número de páginas | 120 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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