Em A Igreja Cristã, Ernest Renan acompanha a transformação do cristianismo durante o século II, sobretudo sob Adriano e Antonino Pio. O período marca, em sua interpretação, a passagem de um movimento ainda ligado às raízes judaicas para uma religião autônoma, dotada de instituições, tradições, textos e formas de culto próprias. A derrota da revolta de Bar Kochba e a reorganização do judaísmo aprofundam a separação entre judeus e cristãos. Paralelamente, o cristianismo se expande pelo mundo greco-romano e enfrenta intensa diversidade doutrinária. Renan examina o gnosticismo, o marcionismo e outras controvérsias que contribuíram para a definição progressiva da doutrina cristã. O fortalecimento do episcopado, a formação do cânon, a autoridade da tradição apostólica e a oposição às doutrinas consideradas heterodoxas favorecem a constituição de uma Igreja mais organizada. Figuras como Justino, Policarpo e Marcião ocupam lugar central nesse processo. Renan acompanha ainda a expansão do cristianismo até Roma e a Gália, o culto dos mártires, a literatura cristã e a apologética diante da sociedade romana. A obra descreve, assim, o processo pelo qual o cristianismo se separou progressivamente do judaísmo e adquiriu a estrutura institucional, doutrinária e literária que permitiria sua consolidação como religião de vocação universal no interior do mundo greco-romano imperial.
| ISBN | 9786502346785 |
| Número de páginas | 421 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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