Cento e onze dias sem chuva em Fortaleza. No funeral do pai, o fotógrafo Tomás recebe uma caixa de arquivo morto. Entre mapas rabiscados e cartas nunca enviadas, encontra uma fotografia antiga: um rapaz sorridente diante de uma praça molhada. Atrás dele, há um vulto sem rosto e uma igreja com o relógio parado. A mãe é categórica: Augusto nunca esteve naquele lugar. Mas a imagem não mente.
Movido por uma saudade feita de perguntas, Tomás segue o mapa e encontra o impossível: Santa Aurora, uma povoação fora dos mapas que só existe após as tempestades em anos de seca. Ali, onde o tempo escorre como água e os moradores não envelhecem, o passado se confunde com o presente.
Entre rádios que transmitem a chamada dos que ficaram e a enigmática Helena — a mulher que espera há quase meio século sem poder ir embora —, Tomás descobre que seu pai passou a vida tentando decifrar o mistério daquela cidade. Agora, preso sob as regras de um lugar que guarda tudo o que as pessoas não conseguem largar, ele precisa entender o que foi buscar.
Para sair de Santa Aurora, Tomás precisará pagar o preço que a cidade cobra e enfrentar a verdade revelada nos últimos quadros de um filme fotográfico não revelado: algumas estradas só aparecem para quem precisa se perder — e nem todas conduzem de volta para casa.
| Número de páginas | 322 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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